Novo Bolsa Família

Novo Bolsa Família: como será esse benefício de 2021?

A criação de um novo Bolsa Família gira muito em torno da volta ou não do auxílio emergencial. No Congresso, os políticos estão colocando uma forte pressão para que o benefício volte, visto que existe um consenso da necessidade do mesmo.

Contudo, como não foi aprovado o orçamento, ainda não foi aberto espaço para que gastos ocorressem, como os da criação de um novo auxílio emergencial. Logo, a melhor solução será a ampliação do Bolsa Família, expandido o valor e o número de beneficiados.

Sendo considerada por muitos a melhor solução turbinar o novo Bolsa Família. Também existem aqueles que discordam que preferem adiar o novo Bolsa Família e lançar de imediato o auxílio emergencial.

A verdade é que o governo possui muitas propostas para resolver a situação. No entanto, nenhuma delas possui aprovação de todos, logo existe muito debate. Como será explicado melhor na sequência.

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Como será o Novo Bolsa Família?

Visto que existe uma falta de orçamento segundo apontamentos do governo. O líder do governo na Câmara dos Deputados, o senhor Ricardo Barros (do PP do Paraná) defendeu que seja realizada uma reformulação na ampliação do programa Bolsa Família.

Essa proposta é defendida também pelo Ministério da Cidadania que viu nessa mudança uma alternativa para tornar mais viável o auxílio emergencial. Essas mudanças adiariam ainda mais o lançamento do novo Bolsa Família, além de impactar no seu valor.

O deputado Ricardo Barros afirmou que é necessário realizar a ampliação dos recursos do programa no período de aprovação da proposta de orçamento. Visto que só dessa maneira seria possível acabar com as filas de espera do programa. E assim incluir em torno de 5 milhões de famílias.

Segundo Barros, estamos em um momento que é necessário executar o plano do ministro Onyx Lorenzoni. Que pretendia além de exigir frequência escolar, também cobrar um bom desempenho dos alunos, além de um curso profissionalizante. Contudo, no plano do ministro não seria cobrar desempenho e sim oferecer benefícios a mais por mérito.

Como sabemos o programa Bolsa Família foi uma alternativa encontrada pelo governo ainda em 2003 para realizar a transferência de renda para as pessoas que mais precisavam. Que são aquelas em situação de extrema pobreza e na linha da miséria, atualmente são 14,2 milhões de famílias beneficiadas.

O programa Bolsa Família possui orçamento programado para 2021 no valor de R$ 34,8 bilhões. Sendo que mais pessoas devem ser incluídas caso o novo Bolsa Família venha a ser aprovado. Assim, como o valor médio deve passar de R$ 190,00 para R$ 200,00, o que causaria um aumento na necessidade de dinheiro a ser investido no programa.

Pode ocorrer uma triagem

Em 2020, enquanto o auxílio emergencial estava sendo pago, os beneficiários do programa receberam somente as parcelas do auxílio. Que inicialmente eram de R$ 600,00 e depois foram reduzidas para R$ 300,00 entre os meses de setembro e dezembro.

Outra afirmação relevante do deputado Ricardo Barros é que é necessário se passar um pente fino na lista das pessoas que receberam o auxílio emergencial. Porque, foi necessário somente uma autodeclaração de renda para que essas pessoas tivessem acesso ao benefício.

Contudo, tal medida poderia gerar muitos inadimplentes dependendo de como o governo cobrasse os valores de volta. Além do que os valores eram razoavelmente baixos, comparados aos benefícios recebidos pelos políticos, que muitas pessoas afirmam serem usados irregularmente.

No entanto, não podemos negar que muitas pessoas que não precisavam do auxílio emergencial receberam o benefício. Por exemplo, existem casos de 4 pessoas da mesma família terem recebido o auxílio emergencial.

O deputado ainda afirmou que realizando essa triagem não seria necessário cortar aleatoriamente as pessoas beneficiadas pelo auxílio emergencial. Segundo ele, a melhor medida seria dar o direito à prefeitura averiguar quem merece ou não receber o auxílio emergencial, pois eles têm condição de ir até a casa das pessoas.

Números do auxílio emergencial e o impacto disso no Novo Bolsa Família

Os valores pagos de auxílio emergencial em 2020 tiveram impacto em relação a não aprovação ainda de um novo Bolsa Família. Segundo a Caixa Econômica Federal, foram cerca de 68 milhões de pessoas que tiveram o acesso ao auxílio emergencial no ano passado, somando os beneficiários do Bolsa Família.

Isso fez com que o governo brasileiro gastasse R$ 294,6 bilhões. No entanto, um novo auxílio emergencial iria atender cerca de 30 milhões de pessoas, segundo o Ministro da Economia, Paulo Guedes. Contudo, não existe um consenso no governo sobre o assunto.

Uma das ideias do ministro Paulo Guedes é criar uma espécie de imposto de renda negativo. Onde por exemplo se a pessoa se esforçou e está ganhando R$ 500,00 o governo daria mais R$ 200,00 se a pessoa declarasse o valor que está ganhando, permitindo o governo saber mais sobre a renda familiar dela. Entretanto, essa é só mais uma das muitas ideias do ministro.

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